Sinto vocação de guerreiro, de sacerdote, de apóstolo, de doutor, de mártir; numa palavra, sinto a necessidade, o desejo de realizar por Ti, Jesus, as obras mais heróicas. Sinto no fundo da alma a coragem de um cruzado, de um zuavo pontifício: gostaria de morrer num campo de batalha, em defesa da Igreja.
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quarta-feira, 20 de junho de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Pela fé
Começo de Ano é tempo de bons
propósitos. Olha-se para trás, e percebem-se salientes os defeitos e más
ações, avolumadas no decurso do ano anterior. Sobretudo os maus
hábitos, adquiridos ou consolidados.
Sob o ponto de vista da Fé – o mais
importante, porque nos relaciona com Deus e condiciona nosso destino
eterno – o ano findo registrou um profundo abalo: – Dogmas, fixados já
em definições conciliares, foram simplesmente afastados, ou melhor,
negados, na orientação oficial, dada aos fiéis. – “Fora da Igreja não há
salvação”, afirmou o IV Concílio de Latrão, o de Florença e vários
Papas; – “O Espírito Santo serve-se também de outras crenças para
encaminhar as almas ao Céu” – ensina, em sentido contrário, o Concílio
Vaticano II. – E o grande mestre, como tal considerado na Igreja
instalada, é o Vaticano II. Não se enganaria quem disse que, na igreja
nova, com o Vaticano II começou ou recomeçou a Igreja de Cristo.
Em tais condições, que antídoto
proporcionar aos fiéis contra a heresia continuamente destilada pelo
concílio joaneo-pauliano? – É preciso verificar qual a alavanca de que
se servem os fautores do Vaticano II, para incessantemente manter
presente, atuando sobre os fiéis o espírito novo do Concílio. –
Conhecida a alavanca, opõe-se-lhe energia neutralizante.
Ora, a alavanca do Concílio é o “Novus
Ordo Missae” de Bugnini e Paulo VI. A base, com efeito, dessa nova Missa
solapa a estrutura da própria Igreja. Pois, desconhece a distinção
ontológica entre clérigos e leigos. Na nova Missa, todos, padres e
leigos, são igualmente sacerdotes, operando conjuntamente o Sacrifício
da Missa. É, aliás para isso que se congregam. Leia-se o nº 7 da
“Institutio” que precede e explica o Novus Ordo, e se encontra no Missal
de Paulo VI. Por isso mesmo, a missa de Paulo VI serve também para os
Protestantes. Não é uma missa especificamente católica.
E chegamos ao antídoto contra a heresia
que deturpa e elimina a Fé Católica – manter estrita fidelidade à Missa
chamada de S. Pio V, e fazer dela a característica do verdadeiro
católico.
Dom Antônio de Castro Mayer
(Cf. Monitor Campista – 13.01.85)
(Cf. Monitor Campista – 13.01.85)
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Anti-Igreja do Vaticano II
Dom Antônio de Castro Mayer
17/08/1986
Quando foram distribuídos, entre os
Padres Conciliares, os primeiros esquemas do 2º Concílio do Vaticano
interpelaram-me: – V. acha que, para isso, seria preciso reunir um
Concílio? A razão da pergunta é que os esquemas não apresentavam nenhuma
novidade.
De fato, a realidade do 2º Concílio do Vaticano não era o que aparecia. E sim, seus subterrâneos.
Sob uma aparência tradicional,
assegurada pela presença dos Srs. Cardeais Ottaviani, Bacci, Ruffini,
Braum e outros, operava o Cardeal Bea, porta-voz das Bnai-Brith judias e
demais maçônicos, convencidos de que era o momento de ultimar a obra de
destruição da Igreja Católica, implodindo-a sobre si mesma.
Estruturou-se, assim, um Concílio
“sui-generis”: sem discussão: os oradores sucediam-se ininterruptamente,
uns aos outros, vazando na assembléia o de que nutriam seus espíritos.
Não havia nexo entre as várias intervenções. Quem as quisesse contestar,
deveria inscrever-se na lista dos postulantes da palavra, e aguardar a
sua vez, que poderia ocorrer vários dias depois.
De maneira que, no 2º Concílio do
Vaticano, quem fazia tudo eram as comissões. E com tal sobranceria que,
logo de início, a mesa de presidência jogou fora os esquemas propostos
pela comissão preparatória, autorizada pela Santa Sé, ou seja, pelo
Papa, a quem, aliás, como chefe supremo da Igreja e Vigário de Jesus
Cristo, assiste o direito de propor a matéria a ser tratada nos
concílios e a maneira como fazê-lo.
Eis que o 2º Concílio do Vaticano constitui-se numa anti-Igreja.
Dogma fundamental da Igreja Católica é
sua necessidade para a salvação. Não têm os homens liberdade de escolher
sua religião, sua igreja, conforme seu agrado, ou persuasão. Sob pena
de condenação eterna, devem ingressar na Igreja Católica Romana. – Ora, o
Vaticano II, neste ponto, fixa, como doutrina inconteste, precisamente o
contrário: todo homem tem liberdade visceral de aderir à Religião de
sua preferência.
Posta esta antítese, neste ponto básico,
necessariamente, sobre ele vão se construir edifícios antitéticos. –
Por isso, dizemos que o Vaticano II firmou-se como a anti-Igreja.
Conseqüência: quem adere ao Vaticano II, sem restrição, só por esse
fato, desliga-se da verdadeira Igreja de Cristo. Ninguém pode, ao mesmo
tempo ser católico e subscrever tudo quanto estabeleceu o Concílio
Vaticano II. Diríamos que a melhor maneira de abandonar a Igreja de
Cristo, Católica Apostólica Romana, é aceitar, sem reservas o que
ensinou e propôs o Concílio Vaticano II. Ele é a anti-Igreja.
Jornal Heri et Hodie (de Campos), nº 33 – setembro de 1986.
Cfr. Monitor Campista, 17/08/86)
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